sábado, 26 de novembro de 2016

Conflitos

Quem é você? Algum dia você já amou tanto alguém, que esse amor te sugou até sua essência?
Pra onde eu olho, eu vejo amigos e até meu não tão ex-amor darem novas vidas ao mundo. Me pergunto: desde quando eu me tornei alérgico à bebês?
Já fui homem pra casar. No papel passado. Na igreja vestido de branco, ou na praia. Na cerimônia para só amigos íntimos. Já fui homem pra ser pai. De um casal, de humanos e de cachorros. E de talvez gatos, apesar de ter um pouco de medo.
A pior parte de me recuperar depois desses quase dois anos desde que ela se foi, foi procurar, exaustivamente esse homem que fui antes de conhecê-la. Não sou mais a imagem perfeita que criei de mim, ela se foi, junto com meu amor.
Amor, já não há mais. Tampouco a imagem, mais angelical do que real que me fazia especial.
Diante do espelho aparece: homem real, sem amor, só sacanagem. Sem palavras doces, só cerveja. Pra animar um pouco, aquele doido que surge quando a vodka cai no estômago.
Sou esse que sempre fui eu.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Eu te amo, vida!

Eu escrevi uma carta para ela. Foi a coisa mais linda e mais egoísta que já escrevi.
Eu coloquei, em cada letra, uma pequena porção do amor que tenho por ela. A cada palavra escrita eu sentia meu coração aliviar. Finalmente ela saberia tudo o que o seu amor fizera comigo. Saberia finalmente que foi única e sempre será.
Meu amor saberia que eu nunca parei no tempo. Eu só nunca quis seguir sem ela. Nunca fui um homem de objetivos, sempre deixei a vida fazer a parte dela e eu sempre escolhi os caminhos mais perigosos. Num desses caminhos eu a encontrei. Ela me mostrou o caminho e a razão de se continuar seguindo. Agora me diga: qual a razão de continuar seguindo senão a razão de ter meu amor ao meu lado? Ela não vem mais. Nunca mais.
Ela saberia cada detalhe de minha partida. Não faltou amor, faltou sanidade.
Ela saberia que meus olhos caem de amor pelos olhos dela. Saberia que meus ouvidos se contorciam de tesão ao ouvir o seu sotaque. Saberia que meu coração ficava feliz ao estar perto do coração dela, e isso bastava. Saberia o quanto eu a amo, mais que tudo. Ela saberia, se um dia eu enviasse a tal carta.
Ela nunca vai saber que entre os meus maiores desejos, um reina absoluto: que ela esteja bem e que seja a mulher mais feliz do mundo. Isso ela nunca saberá, infelizmente.


domingo, 25 de setembro de 2016

Em uma de suas músicas, Cícero diz: "faz um tempo eu não sei o que é saudade." Bom, fazia um tempo que eu não sabia o que era saudade.
No dia de hoje eu estou sentindo aquele velho aperto no peito da saudade. Reconheço cada pedaço dessa viagem. Foram 3 anos de viagens constantes à Cidade Maravilhosa. Ela, carioca linda, dona do sorriso mais lindo do mundo e detentora de uma rabugentice sem igual, nascida e criada na Tijuca. Eu apenas um paulista do interior.
Confesso que cada músculo do meu corpo, quase que como em um ato rotineiro, quis me levar a pegar o celular e enviar uma mensagem a ela: vida, cheguei!
Bem, a vida, já é a vida de outro. Mesmo depois de 2 anos ela é ainda inquilina no meu coração e detém todo o meu amor. E, com muita sorte que eu sei que eu não tenho, vou topar com ela por aí. Gostaria.
-Fazia um tempo que eu não sabia o que era saudade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Rehab

Passei um bom tempo na reabilitação da vida: sexo, drogas e rock and roll (e cerveja, MUITA cerveja). Tudo pra tentar me livrar das memórias sobre você e nós, que estavam encrustadas na minha cabeça.
Passei dias embriagado. Todo fim de semana uma puta diferente. Todo sábado um nome diferente, uma história de vida diferente e uma diferente razão para estar comemorando com mulheres da vida à base de vodka, whisky e cerveja. No fim da noite eu já não sabia qual era meu nome inventado. E nem quem eu era.
Foi uma tentativa frustrada de tentar não pensar em você. Prometi até parar de escrever.
Esse tempo passou e eu segui em frente para a segunda parte da reabilitação da vida: elucidação dos meus erros e busca pelo meu eu interior.
Foram dias nublados, sem a luz do sol, nem flores nascendo, nem pássaros cantando. Chovia e trovejava dentro na minha cabeça eu só queria sair dali.
Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Pude saborear ser algo que nunca imaginei que eu fosse capaz de ser. Você fez vibrar cada célula do meu corpo, fez eu me sentir a felicidade em si.
Sei que você, meu amor, teria orgulho se ao menos quisesse me ver. Teria orgulho do homem que eu me tornei e que você lapidou. Teria orgulho de saber que eu sou hoje quem eu quero ser, sem deixar de ser quem eu sou.
Acho que você sorriria em saber que quando penso em você eu sinto amor. Foi amor desde o dia em que te conheci. Será amor amanhã, e depois, e depois...

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Saga

Cara, ela não vai sair da tua cabeça. Você vai achar que a esqueceu. Mas não vai esquecer jamais.
Vai ter dias em que você vai esquecer que ela existe, nem vai se lembrar que ela passou pela sua vida. Em contrapartida, haverá dias em que você não vai conseguir tirá-la da cabeça, nesses dias, você vai lembrar de como eram conectados e algo bem no fundo do seu peito vai tentar ligar o fato de você não conseguir tirá-la da cabeça à ex-conexão de vocês. Você vai querer que ela esteja pensando em você. Mas ela não está.
Acontece que ainda crio diálogos na cabeça. Tem ainda muita coisa aqui que simplesmente não passa. Tenho medo de nunca achar ninguém igual a ela. Mais medo ainda de achar alguém igual a ela. Não vai ser mais ela e isso de certa forma me quebra em pedaços.
Essa é a saga de tentar encontrar um grande amor. Um grande amor pelo qual vale a pena qualquer coisa. Nos dias de frio, perguntamos se um dia alguém vai nos amar, a ponto de sermos nós mesmos.
Prometi nunca mais escrever a ela. E não estou. Estou escrevendo para mim, que depois desse tempo todo, tenho mais dela do que eu mesmo. Escrevo para mim, que sente a falta de poder sentir a falta dela. Não posso mais.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Passagem

Eu já não sei mais o que faço com minha vida. Juro que tentei de tudo. Juro que fiz de tudo para te esquecer e seguir em frente, pois bem, não consegui.
Todos os dias eu acordo e durmo pensando em você. Cada e-mail e cada notificação no celular eu ainda espero que seja você. Meu aniversário se aproxima e eu confesso, tinha esperança que você se lembrasse de mim. Mas então eu vi uma foto sua. Com se novo namorado. Você estava linda. Parecia feliz. Espero que esteja.
Na primeira vez que eu vi sua foto, eu senti algo. Uma mudança para melhor em mim. Hoje depois  de ver essa foto de você e seu novo amor, eu me dei conta que de novo, algo tem que mudar. Algo tem que morrer. Afundarei, então, cada memória, cada pedaço de culpa e todo meu amor por você em um mar aberto de álcool. Espero que não sobre nenhum vestígio de você por aqui.
Quando eu te conheci, um outro eu morreu e eu pude, graças à você, saborear o doce de ser quem realmente sou. Hoje esse meu único e verdadeiro eu morreu. Causa mortis: coma alcoólico influenciado por ter se tornado um ninguém para meu único amor. Agravante: amor, saudade e culpa em níveis elevadíssimos na alma.
Das cartas que te escrevi e que você nunca lerá, essa é a última.

Com amor e carinho, do homem que será para sempre teu (e que acaba de falecer), Mikail Levinski.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

É Tarde

Ela foi a única que já me viu chorar. A única que me abraçou enquanto em prantos eu me derramava, e sem dizer uma só palavra, meu cabelos afagava e a mim abraçava.
Foi no nosso segundo natal juntos (consegui não estragar o primeiro), depois de 9 anos da morte do meu pai, eu finalmente consegui demonstrar para alguém a falta que ele me fazia. Ela me trouxe a sensação de preenchimento e de família que o natal costuma trazer e que eu não sentia há anos, desde a morte do meu pai, e posteriormente, desde a separação dos meus tios.
Ontem o dia foi atípico: almoço em família e café da tarde, mãe, vó, irmão, minha tia e meu tio. Ela era só um pequeno ponto faltando, um pequeno ponto que pesava uma tonelada no meu coração.
Eu nunca fui capaz de demonstrar a ela tudo o que ela significava para mim, acho que nem eu mesmo tinha ideia de tudo o que ela representava para mim. Me prendi demais no amor, paixão, amizade, companheirismo, tesão. Era muito mais do que isso, ainda é muito mais. É algo que nunca soube sintetizar.
Nunca consegui demonstrar tudo isso à ela e nunca conseguirei. É tarde demais.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Já faz quase dois anos. Desde aquele doloroso “foda-se, agora quem não quer mais sou eu”, eu nunca mais fui o mesmo.
Já faz quase dois anos e eu ainda choro por você, às vezes. Me deu vontade de ouvir a sua voz, como sempre não tive coragem de ligar, que desculpa eu daria depois de todo esse tempo? Resolvi ver nossas fotos, desabei. Tudo me fazia despejar lágrimas em demasia, seu sorriso lindo, seu rosto maravilhoso, sua cara de doida, seus olhos brilhantes olhando para mim tirando as fotos.
Lembrei do seu dente de leite e da cirurgia que você teria de fazer pra poder colocar o dente definitivo no lugar e o quanto você tinha medo de ficar com o rosto deformado. Lembrei da nossa primeira semana juntos, do seu primeiro aniversário comigo e de quando te pedi em namoro, deitados na sua cama, olhando pro teto.
Eu queria te esquecer. Eu queria parar de te amar. Já tentei de tudo, já fiz trabalho, já pedi para Deus, supliquei para os anjos e tentei conspirar com o Universo para que você saísse da minha cabeça e do meu coração. Já beijei outras bocas, já trepei com outras mulheres, já fingi me apaixonar, já me apaixonei, já bebi até o fígado não conseguir aguentar. Mas de uma forma ou de outra você continua aqui. É para você que eu quero ligar no fim do dia e dizer como fiquei puto no trabalho, como dei duro na academia, como me sinto idiota por ter reprovado em três matérias na faculdade. E no começo do próximo dia, é com você que eu quero amanhecer abraçado, não com meu travesseiro. Ninguém mais dormiu na minha cama, a não ser eu, minha saudade de você e seu fantasma.
Existe alguma forma de dizer para o meu coração, cérebro e alma que o nosso pra sempre já acabou? Que você tá bem sem mim? E que o amor que jurei que seria pra sempre e o juramento que seria seu pra sempre já não tem mais validade? Existe uma forma de apagar você e meu amor e minhas lembranças?

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O tempo (não) passou

Bexta que sou,
Acreditei que o tempo passou.
Pensei tê-la esquecido
Mais do que um dia
Eu esqueci quem sou.

A vida não mais me sorriu.
Cretina! Parece ter me esquecido
Tal qual aquela que (ainda) amo
Há muito me esqueceu.

Parece ser difícil concordar que
Com ou sem ela, meu coração ainda bate.
A consciência um dia me pegou, mané
Estou (re) aprendendo a ser quem sou.

Faz tanto tempo que ela se foi
E meu coração ficou partido.
Minha alma não tomou partido
E meu cérebro, bem repartido guerreia:
Lado esquerdo e direito se matam
Pelo título de quem mais pensa nela.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Moça do "zóio" pequeno e sorriso gigante,
Agora, só lembo do teu rosto por foto.
Eternizamos momentos em poses e sorrisos.
As fotos agora exalam um aroma,
Um cheiro de amor misturado com saudade.

Moça pequena e de coração gigante.
Até eu que sou grandão, coube com perfeição.
Mas saí, me perdi.
E um dia, não soube mais voltar.
Vê se não abre esse coração pra qualquer um
E lembra que te amo mais que tudo.

Moça, princesa emburrada e rabugenta!
Não ceda à tentação, mantém o orgulho e não me dá oi.
Só não se esqueça,
Que por mais que você padeça,
Estarei sempre aqui pra te acudir.
Ah! Te amo até de ponta cabeça.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Passa o tempo e volta e meia eu lembro do quanto eu te amava. No quanto ainda amo. Com o passar do tempo me dei conta de que muitas memórias se foram, simplesmente não as tenho mais.
Existe, no entanto, uma coisa que realmente não consigo explicar: apesar de não lembrar mais com perfeição do seu rosto, me assusto como todas as vezes que lembro de você, sinto o gosto do seu beijo e isso vai além, consigo sentir seus lábios nos meus, consigo sentir a sensação de te abraçar, a textura da sua pele em contato com a minha, me lembro perfeitamente de como seu corpo se encaixava no meu.
Eu te amo desde o dia que nos conhecemos, mas de certa forma não me lembro de quando tive certeza disso.
Entretanto, me lembro perfeitamente do dia em que tive certeza de que te amava mais que tudo no mundo e que queria ficar com você pra sempre:
" Ergui os olhos e te vi na minha frente, meu mundo parou eu só via você, e tudo o que eu conseguia pensar era em o quanto eu queria te abraçar, te abraçar o mais forte e o mais apertado que eu conseguisse, até que finalmente nos tornássemos um só e assim então, eu nunca mais teria de viver sem você."
Queria acrescentar que nada mudou.
- Mikail Levinski, cartas que ela nunca lerá.

sábado, 28 de maio de 2016

Beijei outras bocas. Amei outras mulheres. Gostei de outras garotas. Fodi outras bucetas (que palavreado horrível). O que dirão aqueles  que falaram que meu amor passaria com o possuir de um outro alguém?

A dor da saudade se manifesta em cada pensamento, seja ele sobre ela ou não.

Vivo o dilema de não saber quem sou. Seria eu a pessoa que ela tanto amava? Ou seria eu o frio ser, que no final, tudo fez para deixá-la ir?

Luto para que meu amor por ela pare de me consumir. Tenho medo. Se esse amor se for, o que será de mim que já não sou nada sem ela?

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Tenho raiva! De mim, não de você. Não da saudade que você me faz sentir. Não desse amor que nunca vai embora. Não dessa vontade insana de te querer dia e noite.

Tive um apagão que durou meses e tenho raiva da pessoa de merda que fui nesse tempo. Quando acordei, me flagrei sem uma imagem no espelho, sem RG e sem data de nascimento.

"Deixei" um rastro de destruição e lágrimas. Nossa história pela metade. E você mais uma vez sozinha.

Hoje sou o mesmo garoto, o mesmo menino com o brilho estrelado nos olhos ao te olhar, o mesmo amor pulsante, o mesmo desejo ardente.

Sou um menino na pele de um homem, cujo homem deseja ter, nem que for ao menos por um dia, o que o menino dentro dele tivera outrora, e que parecia eterno.

Me fizera invisível. E ausente trilho o caminho ébrio que acidentalmente desenhei para mim. Me recupero e floresço. Novamente sem você.

domingo, 1 de maio de 2016

Tem dias que eu sinto mais a sua falta. Sinto uma saudade descomunal

Agora mesmo eu estava deitado e resolvi olhar tuas fotos, meu coração doeu. Doeu de saudade

Vira e meche eu deito de lado, fecho os olhos e imagino você deitadinha aqui comigo. É estranho, mas às vezes eu chego a sentir teu cheiro.

Tô morrendo de saudades e queria que você soubesse disso. Tô com saudades do teu abraço apertado e da sua companhia preguiçosa. Tudo tem se resumido em saudades e à vontade de ter você aqui comigo. Espero que você esteja bem.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Pelos Velhos Tempos

Quando penso nela o meu coração aperta e me falta o ar. Chego a perder o equilíbrio. Sentir esse  amor não pode ser coisa tão boa assim como todos falam.

Queria por um dia deixá-la ir. Gostaria de sentir a vida sem uma faca enfiada no peito.

Queria deixar de amá-la. Queria que toda a identificação que criei fosse logo embora. Que eu perdesse o vocabulário, o sotaque, o jeito de falar e agir e até mesmo o jeito de beijar. Pudera eu apagar tudo dela em mim.

Ela foi embora. Sumiu. Desapareceu. Me levou consigo. Deixou essa versão mal feita. Deixou o amor.

Se ela pudesse me ouvir eu diria: - Pelos velhos tempos, devolva-me.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Se eu te disser que senti saudades, vai fazer alguma diferença? Vai fazer você gostar mais de mim?

Te sou apaixonado, te gosto, te quero. Te desejo como nunca quis ninguém. Te desejo a sua companhia, os teus beijos, a sua boca em meu corpo, o seu amor, o seu sexo.

Fará alguma diferença se eu disser que já não penso em outro alguém a não ser você? Fará diferença seu eu disser que meu corpo te deseja e que meus pensamentos mais safados ficam só em você?

Te desejo. Te quero. Te beijo teus seios!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Lampejos

Olhando pela janela do busão a rodovia que corre encantada cheia de luzes, me lembrei de quando ia te ver. Pensei em te mandar uma mensagem, que talvez não fosse lida e com certeza não seria respondida.

Estive pensando em você, nessa saudade louca de te abraçar apertado e te dar os beijos doces que só eu sei dar e que você adora. Estamos tão longe, que minha boca sente abstinência da tua.

Vem um estalo na minha cabeça e me lembro que quanto mais perto do meu destino final, mais longe (ainda) fico de você.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Minha saudade de ti e suas mil partes

O amor, a saudade e suas peripécias. Descobri mais uma vez que te amo. Que amo cada célula do teu corpo, cada "sinal", cada pedacinho de unha.

A saudade me fez ver que quando você ia embora, eu amava os cabelos teus que ficavam no meu travesseiro e no chão e no computador e na toalha. - Me pergunto como eu podia reclamar dos teus cabelos quando ainda cê tava por aqui.

Tentei preservar teu cheiro na minha cama depois que cê veio e foi embora de vez. Fiquei um mês sem trocar lençol e fronha. As vezes sinto teu cheiro por aí. Porra! Cadê teus cabelos por aqui?!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Toda história de amor tem seus momentos bons, seus momentos ruins e muitas vezes um final. Há quem diga que amor verdadeiro nunca tem um fim, o problema é que nem sempre esse amor é recíproco e aí quando vem o fim sempre um vai sofrer mais que outro.

Pode ser que enquanto eu chorava você estava feliz se divertindo com seus amigos, com outras pessoas. Pode ser que quando você ignorava minhas ligações você nem se importasse, pode ser que quando eu mais queria estar perto, você queria estar longe. O que não pode é essa sua mania de querer entrar e sair da minha vida o tempo todo, pode ser que hoje eu esteja bem, pode ser que hoje quem recuse as ligações quem está se divertindo seja eu, pode até ser que um dia você queira voltar e diga que está todo diferente, mas quando esse dia chegar só restará a dúvida, a dúvida se vale a realmente a pena enfrentar tudo e todos por uma pessoa que talvez nem mereça tanto assim, a dúvida de querer ou não um futuro ao seu lado.

E o amor, que nunca morre, que permanece vivo todo o tempo dentro de mim, renasce. Renasce no carinho, nas palavras de amor, na atenção, no cuidado que um outro amor me dá. O amor que você não quis, que você ao sair por aquela porta aberta me disse pra jogar fora, renasceu, por mim e por outras possibilidades.

Da minha vida e do meu amor sou eu quem sei, sou eu que sei que todas as lembranças de você não irão embora nunca. O que é fato, é que outro amor mexeu comigo e ah! como mexeu! E logo, não terá mais espaço para o seu amor na minha vida, o amor que me fez feliz como nunca antes e também me fez sofrer do mesmo jeito.


- Escrito por Laryssa Silva e Mikail Levinski.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12 de Fevereiro. Muitos tem, por misticismo, uma data, um dia que mais gostam. 12 é o dia que mais gosto, 12 de Fevereiro então, nem se fala. Gostava...

Todos os dias ao seu lado eram especiais. Mas o dia 12 era mais. Foi o dia em que decidimos tornarmos um só, uma única alma, dois corações batendo ao ritmo de um só. Apenas uma observação: não sei de onde você tirou dia 12, tenho pra mim dia 11, mas você disse então está dito, pequena.

Mas isso tudo acabou e os dias 12 viraram apenas mais um dia no mês, no ano que insiste em passar, mesmo sem você aqui. Ele ainda me guarda bons momentos, coisas realmente boas aconteceram e continuam acontecendo neste dia.

Eu tenho nas lembranças de você e de nós a fonte da minha força, da vontade em continuar, mesmo que seja sem teus abraços apertados e acessos de loucuras constantes. Me lembro de como era fácil falar sobre você, escrevia linhas e linhas e ainda assim me faltavam palavras, tudo ficava pela metade, menos meu amor por você (que ainda continua o mesmo).

A palavra acabou é assustadora no começo, mas com o tempo acostuma-se com esse novo estado de vida. Não havia vida pós você, descobri que tem. E que todos os beijos que não te dei sejam dados agora, todo amor que não se transformou em abraço, que te abrace agora e toda felicidade em te ver que teve fim, se transforme pra você, em um sentimento sem sentido de felicidade.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

"Campinas, aeroporto de Viracopos - 06 de Fevereiro de 2012".

Esse era o dia que eu iria conhecê-la há quatro anos atrás. Voo direto para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro. 2 horas de trânsito do Galeão até o hotel no centro da cidade. Telefonei pra ela: - Se não ia chegar às 15? Agora são 17:30.... melhor deixar para amanhã, muito trânsito até você chegar aqui.

Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2012.

O tão aguardado momento chegou, a espera acabara e enquanto eu pagava o taxista, fixei o olhar na entrada daquele shopping esperando vê-la. Ela não estava à minha espera. Do táxi eu liguei: - Me espera na entrada principal, tô comprando um brinco, desço em 5 minutos. Saí do carro. Deveria estar fazendo uns 40 graus ali fora, mas eu ainda estava congelado, um pouco por culpa do ar do carro e muito por culpa da ansiedade de finalmente vê-la.

Quando ela apareceu eu gelei de novo. Ela estava linda, um blusinha branca acoplada com uma espécie de coleira (rimos muito depois), calça jeans e uma rasteirinha com um salto pequeno. Dei um beijo no rosto dela e tentei abracá-la e aconteceu aquela confusão de sempre. - Aqui no Rio são dois beijinhos. Ela riu.

Treinei durante a noite toda. Não saía uma palavra. Que desastre! Ela ria da minha timidez e nervosismo e como é má (esqueci de mencionar isso) aproveitava pra esfregar seus pés em minhas pernas (eu corava as bochechas a cada 2 minutos).

Ela terminou o café gelado que tomava (achei nojento, mas depois descobri que é bom) e demos uma volta. Conversamos bastante enquanto estávamos parados na entrada principal daquele shopping. Foi melhor do que eu imaginava.

Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2012 - Estádio do Maracanã.

Nos encontramos novamente. Dois beijinhos dessa vez e depois o abraço. - Vamos, a entrada do museu é por aqui. Depois de uns passos, ela segurou minha mão. Gelei, o mundo parou, tive um AVC e um infarto. Depois de um tempo estávamos de volta à entrada principal (ou não, tinha umas escadarias). Foi quando eu a beijei.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sem cura

O que é que faço com esse amor todo?
Dá pra jogar fora?
- Mas tem que embrulhar com jornal!
Que é pro lixeiro não cortar a mão com os cacos do teu coração!

E depois como é que fica?
O amor vai embora ou fica grudado na alma?
Forma cicatriz ou escara?
O amor é uma doença autoimune?

- Mikail Levinski