segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Toda história de amor tem seus momentos bons, seus momentos ruins e muitas vezes um final. Há quem diga que amor verdadeiro nunca tem um fim, o problema é que nem sempre esse amor é recíproco e aí quando vem o fim sempre um vai sofrer mais que outro.

Pode ser que enquanto eu chorava você estava feliz se divertindo com seus amigos, com outras pessoas. Pode ser que quando você ignorava minhas ligações você nem se importasse, pode ser que quando eu mais queria estar perto, você queria estar longe. O que não pode é essa sua mania de querer entrar e sair da minha vida o tempo todo, pode ser que hoje eu esteja bem, pode ser que hoje quem recuse as ligações quem está se divertindo seja eu, pode até ser que um dia você queira voltar e diga que está todo diferente, mas quando esse dia chegar só restará a dúvida, a dúvida se vale a realmente a pena enfrentar tudo e todos por uma pessoa que talvez nem mereça tanto assim, a dúvida de querer ou não um futuro ao seu lado.

E o amor, que nunca morre, que permanece vivo todo o tempo dentro de mim, renasce. Renasce no carinho, nas palavras de amor, na atenção, no cuidado que um outro amor me dá. O amor que você não quis, que você ao sair por aquela porta aberta me disse pra jogar fora, renasceu, por mim e por outras possibilidades.

Da minha vida e do meu amor sou eu quem sei, sou eu que sei que todas as lembranças de você não irão embora nunca. O que é fato, é que outro amor mexeu comigo e ah! como mexeu! E logo, não terá mais espaço para o seu amor na minha vida, o amor que me fez feliz como nunca antes e também me fez sofrer do mesmo jeito.


- Escrito por Laryssa Silva e Mikail Levinski.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12 de Fevereiro. Muitos tem, por misticismo, uma data, um dia que mais gostam. 12 é o dia que mais gosto, 12 de Fevereiro então, nem se fala. Gostava...

Todos os dias ao seu lado eram especiais. Mas o dia 12 era mais. Foi o dia em que decidimos tornarmos um só, uma única alma, dois corações batendo ao ritmo de um só. Apenas uma observação: não sei de onde você tirou dia 12, tenho pra mim dia 11, mas você disse então está dito, pequena.

Mas isso tudo acabou e os dias 12 viraram apenas mais um dia no mês, no ano que insiste em passar, mesmo sem você aqui. Ele ainda me guarda bons momentos, coisas realmente boas aconteceram e continuam acontecendo neste dia.

Eu tenho nas lembranças de você e de nós a fonte da minha força, da vontade em continuar, mesmo que seja sem teus abraços apertados e acessos de loucuras constantes. Me lembro de como era fácil falar sobre você, escrevia linhas e linhas e ainda assim me faltavam palavras, tudo ficava pela metade, menos meu amor por você (que ainda continua o mesmo).

A palavra acabou é assustadora no começo, mas com o tempo acostuma-se com esse novo estado de vida. Não havia vida pós você, descobri que tem. E que todos os beijos que não te dei sejam dados agora, todo amor que não se transformou em abraço, que te abrace agora e toda felicidade em te ver que teve fim, se transforme pra você, em um sentimento sem sentido de felicidade.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

"Campinas, aeroporto de Viracopos - 06 de Fevereiro de 2012".

Esse era o dia que eu iria conhecê-la há quatro anos atrás. Voo direto para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro. 2 horas de trânsito do Galeão até o hotel no centro da cidade. Telefonei pra ela: - Se não ia chegar às 15? Agora são 17:30.... melhor deixar para amanhã, muito trânsito até você chegar aqui.

Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2012.

O tão aguardado momento chegou, a espera acabara e enquanto eu pagava o taxista, fixei o olhar na entrada daquele shopping esperando vê-la. Ela não estava à minha espera. Do táxi eu liguei: - Me espera na entrada principal, tô comprando um brinco, desço em 5 minutos. Saí do carro. Deveria estar fazendo uns 40 graus ali fora, mas eu ainda estava congelado, um pouco por culpa do ar do carro e muito por culpa da ansiedade de finalmente vê-la.

Quando ela apareceu eu gelei de novo. Ela estava linda, um blusinha branca acoplada com uma espécie de coleira (rimos muito depois), calça jeans e uma rasteirinha com um salto pequeno. Dei um beijo no rosto dela e tentei abracá-la e aconteceu aquela confusão de sempre. - Aqui no Rio são dois beijinhos. Ela riu.

Treinei durante a noite toda. Não saía uma palavra. Que desastre! Ela ria da minha timidez e nervosismo e como é má (esqueci de mencionar isso) aproveitava pra esfregar seus pés em minhas pernas (eu corava as bochechas a cada 2 minutos).

Ela terminou o café gelado que tomava (achei nojento, mas depois descobri que é bom) e demos uma volta. Conversamos bastante enquanto estávamos parados na entrada principal daquele shopping. Foi melhor do que eu imaginava.

Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2012 - Estádio do Maracanã.

Nos encontramos novamente. Dois beijinhos dessa vez e depois o abraço. - Vamos, a entrada do museu é por aqui. Depois de uns passos, ela segurou minha mão. Gelei, o mundo parou, tive um AVC e um infarto. Depois de um tempo estávamos de volta à entrada principal (ou não, tinha umas escadarias). Foi quando eu a beijei.