Você ainda vive em mim. Vive no belo céu azul das manhãs. Vive no tempo nublado que eu adoro. Vive nas noites mansas. Vive no dia chuvoso. Vive sempre que eu respiro.
Você ainda mora em mim. Mora nos meus olhos verdes. Mora na maneira melosa de ver a vida bela. Mora na minha vontade de estar melhor. Mora na minha procura pelo melhor. Mora nas grandiosas vontades de conhecer o mundo. E nas pequenas, de só observar o explendor do pôr do sol. Mora no barulho do estalo dos nossos selinhos, que agora é só silêncio. Mora nos beijos que guardei pra você. E nos abraços que meu coração tanto anseia, só para estar perto do seu. Mora no aperto que dou no meu travesseiro de manhã achando que é você ali comigo.
Você existe nas minhas vontades. Em todas elas. Você existe na minha melhor versão e também na pior. Existe na vontade de sempre estar na minha melhor versão. Você existe no desejo que eu menos compreendo: de partilhar tudo de mim com alguém. Existe no anseio de abrir todas minhas portas e janelas para a vida. Existe na curiosidade de sair da minha caverna.
Você existe na minha vontade de existir. Antes, eu sobrevivia.
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