Eu me escondi da vida por tanto tempo e, quando te vi pela primeira vez, foi impossível continuar me escondendo. Eu não tive forças para lutar contra, a única coisa que eu queria era sair de onde quer que eu estivesse escondido. Eu queria ir pra luz e queria te amar.
O mais difícil disso tudo é que eu não te escolhi. Você apareceu e eu simplesmente soube que era você e isso torna tudo pior. Pra além de tudo que você me fez sentir, ainda tem aquele quê de destino.
Depois que te vi, eu fiz de tudo pra sair de onde estava escondido. Demorou, é verdade. Mas eu lapidei cada pedacinho da ponte que me trouxe de volta à vida. E quando saí daquele lugar, a primeira coisa que fiz foi te procurar. Eu poderia te procurar pelo tempo que fosse preciso. Procuraria onde quer que fosse preciso, até durante o sono, dividindo a mesma cama de madrugada.
E você foi ao meu encontro. E eu não consegui te agradecer o suficiente. Eu ainda penso nos seus beijos, no carinho que sua pele fazia na ponta dos meus dedos, no seu cuidado, na sua voz, no seu cheiro, no seu cabelão gracioso e nos seus lindos olhos castanhos. Tudo isso alivia um pouco o peso no coração e a dor na alma causados pela saudade de você. Eu acordo querendo o seu bom dia. Quando dá meio-dia, eu quero saber se você almoçou direito. Às 19, quero saber se foi pra academia. Se fez o seu cardio. E se você se estressou demais no trabalho. Às 22 sinto falta de você me dizer pra ir dormir.
Bukowski escreveu: "é um longo caminho de volta, mas de volta pra onde?", e eu me pergunto se tenho pra onde voltar. Eu queria que meu lugar fosse ao seu lado. Eu não queria ter de voltar pra algum lugar que não fosse onde você estivesse. Agora eu tenho que voltar. Mas pra onde?
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