Eu tive que ir embora e é difícil mensurar tudo o que tem me afetado. Você tá muito mais presente do que antes. Muito mais presente até do que quando estávamos agarrados e nos beijando.
Tá muito presente em tudo o que sinto, vejo, falo e experimento. Tá presente quando não quero falar nada (o que é quase sempre). E tá presente no travesseiro que eu durmo agarrado todos os dias.
Eu sinto falta de te ouvir falar sem parar. Sinto falta do tom da sua voz entrando nos meus ouvidos. Sinto falta de te ver. E sinto falta de você preocupada que meus pés estão pra fora da cama quando eu tô deitado.
Preciso do básico: seus beijos e você grudada em mim. Preciso saber como vai você. Preciso saber como tá a textura do seu cabelo (e dos seus peitos também. E da sua pele todinha). Preciso ouvir teu gemido me chamando de Mô.
O pior de ir embora talvez não seja perceber tudo o que sinto falta e preciso. Talvez não seja conviver com sua ausência. Talvez não seja o peito apertado querendo te amar loucamente. O pior de ir embora é a necessidade de interromper meus pensamentos quando estou sonhando acordado com você. É precisar dizer para minha mente: chega, não podemos mais sonhar com ela. Não podemos mais criar cenários de como seria tê-la por duas semanas na minha cama me esperando chegar no fim do dia. Não podemos mais criar a expectativa de ver de novo aqueles lindos olhos castanhos e aquela boca deliciosa. Eu tive que ir e a pior parte é ter quem proibir minha mente e minha imaginação de sonharem com ela.
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