Eu meio que viciei em você. Eu viciei nos seus beijos. Eu te dizia que deveria ter te beijado o dobro quando pude, mas isso era por conta da saudade. Agora que sei que nunca os terei novamente, deveria ter te beijado o triplo. Eu meio que viciei no seu abraço. E me viciei em ter você em meus braços. Eu meio que viciei na sensação de estar em seus braços. Eu me viciei na paz que a sua presença, física ou virtual, proporcionava à minha mente. Eu meio que viciei em como a vida pareceu mais bonita depois de te conhecer. Eu me viciei no Mikhail que existe depois de ter conhecido a Mel. Você não sabe, mas depois de ter te visto pela primeira vez, eu me viciei na vida e em todas as possibilidades que pudessem surgir. Eu me viciei em como eu simplesmente podia viver novamente.
Raif Efendi diria algo como: "Como posso voltar a viver a minha vida depois que conheci a vida com a Mel?" E eu, por vezes, me pergunto o mesmo. Eu não falo da vida de antes de te conhecer pessoalmente, ali já existia a Mel. Eu falo da vida de antes de te ver, através do computador, no trabalho, pela primeira vez. Eu falo da vida onde não havia possibilidades. Onde sequer existiam sonhos. Eu falo de uma vida onde eu não caibo mais. E onde eu caberia perfeitamente senão na vida com a Mel? Mel não há mais. E nem a vida que existira.
A data do seu aniversário, o tamanho do seu dedo, a sua cor favorita e você gostar de banana da terra no café da manhã estão salvos como minha Mel 🤎. As nossas fotos e todas as que você mandou ainda tem um álbum chamado Minha Mulher. Eu frequentemente sonho com você me chamando de Mô, ou lendo uma mensagem em que você me chama assim. Frequentemente eu tenho me perguntado: O que o Mikhail da Mel faria? Hoje eu comprei um ingresso pra um festival de MPB em São Paulo pra ir sozinho, porque com certeza o Mikhail da Mel simplesmente iria sem se importar.
Eu meio que tenho uma vida pra voltar. Não é como se eu fosse ser um sem teto da existência. Mas não é a mesma coisa. Eu gostaria de ficar e que você quisesse ficar. Eu gostaria que as coisas se resolvessem, eu sinto falta da expectativa de te ver e de toda sua doçura, cuidado e carinho. E sinto falta de ser doce e carinhoso. Eu meio que queria poder abrir mão do que acredito só pra te ter comigo.
Você mudou, sem saber, a minha vida em muitos níveis. Antes e depois de me abraçar. Depois de ler o Madona, quando você disse que seria pretensão demais, mas que parecia viver aquilo, eu dei uma sincera gargalhada. Eu já tinha me perguntado várias vezes como seria minha vida sem minha Mel, assim como Raif se perguntara como poderia voltar pra vida dele depois de conhecer Maria Puder. No fim das contas, as marcações que você achava que eram pra alguém do passado, diziam muito mais sobre o agora.
Como na vida, eu não sei como finalizar isso. Eu colocaria um até mais, mas tá claro que você já não me quer mais por perto, da maneira que seja. Eu colocaria um adeus, mas eu não suportaria o ponto final. Então te mando apenas beijos, apaixonados, ternos e na quantidade que um beijoqueiro como eu os daria.
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