domingo, 14 de dezembro de 2025

Eu não sabia que precisava ver meu nome escrito na sua letra, até ler meu nome escrito na sua letra. 

Eu não sabia que eu precisava dos seus beijos, até saborear seus deliciosos lábios. 

Eu não sabia que precisava descobrir a textura da sua pele, até acariciar seu corpo inteiro.

Eu não sabia que precisava do seu cheiro, até o aroma da sua pele me inebriar.

Eu não sabia que precisava do seu carinho, até ser a conchinha menor na nossa única noite. 

Eu não sabia que precisava de você, até me apaixonar apenas e primeiramente pelo tom da sua voz. 

Eu não sabia que te esperava, até ver que você não me escreveu nem um até logo quando me devolveu meu livro favorito. Foi aí que me dei conta de que te esperava, mesmo dizendo que não o faria.

Eu não sabia por que te aguardava. E nunca soube. Em nenhuma das fases que vivi eu soube. 

Eu não sei por que ainda te quero. Talvez não queira. Talvez quem queira é aquele cara de três anos atrás. O que se apaixonou pelo tom da sua voz. Não o que te viu ir embora sem dizer adeus. Não o que foi embora sem dizer adeus.

Eu não sabia que precisava te ouvir dizer que tudo foi real, até você não dizer mais nada.

Eu não sabia que precisava dormir mais uma noite com você, até completar a terceira noite dormindo com meu livro favorito do meu lado na cama. Só porque este mesmo livro já esteve em suas mãos.

Eu não sabia que precisava gritar o seu nome, até o silêncio da sua partida me deixar surdo. 

Eu não sabia que só viver com você nos afastaria, até que berramos um adeus sem dizer uma única palavra. 

Eu não sabia que tudo terminaria tão rápido que nem daria tempo de te beijar de novo, até que terminou.

E eu faria tudo de novo, em todas as oportunidades que tivesse.


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