Eu passo os dias e as noites sonhando com coisas impossíveis. Minha mente cria situações e diálogos dignos de um roteiro de novela mexicana de sucesso. Se eu fosse roteirista, já teria escrito umas dez novelas sobre como abruptamente a sutileza do destino me põe de volta na rua do meu grande amor.
São só sonhos. Às vezes eu deixo que eles existam, o meu coração sente paz com toda essa fábula que minha mente cria. Outras vezes eu me ouço gritar em silêncio: CHEGA!
Por tantas vezes eu quis voltar no tempo, e pra ser sincero, ainda quero.
Eu monto e remonto a minha vida como se ela fosse um quebra-cabeça de milhares de peças com o desenho indefinido, e quando eu penso chegar perto de montar tudo e saber o que está estampado, descubro que uma peça sempre está faltando.
Talvez me falte eu mesmo. Talvez eu tenha me perdido enquanto escrevia sobre como perder a cabeça pode te fazer perder a vida e continuar vivendo.
Dizem que a mente pode ser treinada. Eu então coloquei meu coração como treinador, mas me esquecera que a dona dele é aquela que nunca mais estará aqui. Ela só existe nas minhas lembranças, e na sensível esperança de que algum dia os roteiros de novela mexicana se tornem realidade.
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